SALVOS PELA GRAÇA

Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e eramos por natureza filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamento com Cristo, pela graça sois salvos, e juntamente com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas (Ef 2.1-10). A morte espiritual tem vários sentidos: em Adão, portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram (Rm 5.12-21). Este texto apresenta as duas solidariedades ou raças que existem em virtude da queda de Adão dum lado e a morte e ressurreição de Cristo de outro. Até este ponto Paulo tem tratado do problema dos pecados como expressão da livre escolha do homem. Agora passa a falar da raiz do problema; o pecado original, o principio que impulsiona o homem a pecar.A nova raça unida com Cristo tem um novo principio operando nele; o Espírito Santo. Há portanto uma relação inseparável entre justificação e santificação. O pecado como princípio governante da natureza do homem, entrou na humanidade através  de Adão todo mundo pecou, o que fica demostrado na morte universal. A alma que pecar, essa morrerá (Ez 18.4). Eis que todas almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá. Cada alma humana tem de fazer a decisão individual e consciente, de aceitar o plano de Deus, para a sua vida, da salvação eterna. Aqui não deparamos com uma distinção entre morte física e eterna. Em delitos e pecados. E quando vós estáveis mortos nos pecados e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas (Cl 2.13), que acaba na segunda morte (Ap 20.6-14;  (3) com Cristo, quando Ele morreu (Gl 2.20). Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim. Ora, se morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos (Rm 6.8). No batismo. Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do pai, também nós vivamos uma vida nova (v.4). Isso aconteceu quando vocês foram sepultados com ele no batismo e com ele foram ressuscitados mediante a fé (Cl 2.12). Numa experiência continua. Da mesma forma, considerem-se mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus. Assim façam morrer tudo o que pertence a natureza terrena de vocês: Imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria (Rm 6.11; Cl 3.5). De qualquer forma, não é a doença mas a morte que nos diz respeito. Esta é a razão por que dependemos completamente daquele que nos pode dar nova vida.
Print Friendly and PDF