AS DEZ VIRGENS

Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a
encontrar-se com o noivo. Cinco dentre elas eram néscias, e cinco prudentes. As néscias, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo; no entanto, as prudentes, além das lâmpadas, levaram azeite nas vasilhas Mt 25.1-4. A parábola das dez virgens continua a mensagem de Jesus sobre a expectativa da sua vinda, e sobre o preparo e vigilância que se exige da parte dos crentes. A mensagem é também um a pelo aos israelitas para que venham a esperar o Noivo Eterno, a ter uma verdadeira fé em Cristo como Salvador. Na hora de sua vinda vai revelar-se quem são os crentes  verdadeiros que confiam em Cristo e guardam a sua vinda, e quais são aqueles cuja profissão religiosa não inclui a vigilância, a fé transformadora em Cristo. O certo é que o trecho não está ensinando que Cristo arrebatará alguns membros da Igrejas e deixará para trás os demais que não estiverem preparados. Pois se = virgens = significa crentes, como é que Jesus falará: Não vos conheço? Se as últimas cinco ficaram sem óleo ( o Espírito), então não eram crentes Mt 24.13. Fala: Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo Hb 3.13,14. Pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado. Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se de fato guardarmos firmes até ao fim a confiança que desde o princípio tivemos. O engano do pecado produz endurecimento Jr 17.9. Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá? Enganosa, traiçoeiro, astucioso, perigosamente, enfermo, incurável. Tanto satanás como nosso próprio coração querem nos convencer que atitudes e práticas erradas não são pecaminosas. Cristo participou em nossas subjugação a morte. Pela ressurreição conquistou o poder sobre a morte por todos nós. Confiança, certeza. Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem. Fé é a certeza, substância, confiança. É a garantia ou escritura das promessas de Deus Hb 11.1. 
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O INSENSATO

SALMO 53 É UMA SEGUNDA EDIÇÃO DO SALMO 14

Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam iniquidade; já não há quem faça o bem. Do céu olha Deus para os filhos dos homens, para ver se há quem busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se corromperam: Não há quem faça o bem, não há nem sequer um. vs. 1-3. Uma descrição da corrupção universal. A corrupção universal se deve ao fato de os homens negarem a Deus. Não é apenas o homem ateu que nega a existência de Deus, mas também aquele que vive e age como se nunca tivesse que prestar contas ao Senhor. Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre, que os filhos dos homens edificavam; descerei, e verei se de fato o que têm praticado corresponde a esse clamor que é vindo até mim; e, se assim não é, sabê-lo-ei Gn 11.5; 18.21.  O  homem natural, o que não aceitou a salvação, não tem mérito próprio, pelo qual possa apelar perante o Deus que declara que todos pecaram Rm 3.23. No vss. 4-5. Acaso não entendem os obreiros da iniquidade? Esses que devoram o meu povo, como quem come pão? Eles não invocam a Deus. Tomam-se de grande pavor, onde não há quem temer; porque Deus dispersa os ossos daquele que te sitia; tu os envergonhas, porque Deus os rejeita. Revela-se um Deus de retidão. Os que invocam a Deus e que até o desprezam, são envergonhados. A retidão de Deus significa que Deus condenará o pecado. Ao mesmo tempo, porém, oferece o caminho da salvação e de perdão aquele que reconhece seu pecado, arrependendo-se e procurando a misericórdia divina. Na pessoa de Jesus Cristo, pelo seu amor, Deus oferece esta salvação Jo 14.6. Se o amor de Deus é desprezado, nada mais resta senão as duras conseqüências naturais do pecado e a vergonha eterna.
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NECROMANTES

                                        CONTRA OS ADIVINHOS E FEITICEIROS

Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te der, não aprenderas a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como o Senhor teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o Senhor teu Deus não permitiu tal coisa Dt 18.9-14. Magia, feitiçaria e consulta aos mortos foram proibidas. Os poderes sobrenaturais de origem satânica, muitas vezes, se manifestam nessas práticas. A seita religiosa do espiritismo é incompatível com o Cristianismo Bíblico. Passar pelo fogo provavelmente se refere a prova do fogo, um teste de devoção cabal a Moloque, o deus de Amom. E da tua descendência não darás nenhum para dedicar-se a Moloque, nem profanarás o nome de teu Deus: Eu sou o Senhor. Moloque. Heb mõlckh, que é palavra melekh rei com as vogais da palavra bõshcth vergonha. O nome Baal quer dizer senhor; rei era apenas um outro nome que os idólatras davam aos baalins; para Israelitas, portanto, os ídolos de Baal, longe de ser imagens de reis, eram apenas coisas de vergonhas, tentando o povo a dois pecados graves; a adoração de falsos deuses em lugar do próprio Deus, e a empregar liturgias pagãs para adorar Jeová. Ambos estes pecado eram uma abominação perante Deus. O nome especifico usado aqui se refere a uma imagem oca, com braços estendidos, e com um incinerador na parte vazia, destinado a receber crianças em sacrifício queimado. Não farás assim ao Senhor teu Deus, porque tudo o que é abominável ao Senhor, e que ele odeia, fizeram eles a seus deuses; pois até a seus filhos e a suas filhas queimaram com fogo aos seus deuses Dt 12.31. Também profanou a Tofete, que está no vale dos filhos de Hinom, para que ninguém queimasse a seu filho, ou sua filha como sacrifício a Moloque. Tofete. lugar predileto dos adoradores do ídolo dos amonitas, Moloque, que era feito de bronze, oco, contendo brasas incandescentes no seu interior que consumiam as crianças ali lançadas.
Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos? Isaías 8.19. Necromantes. Por causa do seu grande medo da situação, algumas pessoas procuravam os necromantes para consultar os mortos. Tais adivinhos pagãos estavam contrariando abertamente a Lei de Deus, rejeitando assim a Vida Eterna, a alva mencionada no v 20. A Lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva. Expressão abrangendo tudo o que existia da Palavra de Deus naquela época. Quando o homem se afasta da Palavra de Deus, perde a possibilidade de vir a crer para ser salvo. Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles: Eu sou o Senhor vosso Deus Lv 19.31. Necromantes. Pessoas que se comunicavam com os mortos, ou seja, médiuns. Aqui há uma forte condenação das práticas espiritas existentes no dia de hoje. A Bíblia condena taxativamente a invocação dos mortos. Quando alguém se virar para os necromantes e feiticeiros para se prostituir com eles, Eu me voltarei contra ele e o eliminarei do meio do seu povo Lv 20.6. Consultar médiuns, numa tentativa de se comunicar com os espíritos dos mortos, era um pecado que acarretava a penalidade da morte, tanto para o médium como para aquele que o consultava. Estes versículos também são uma condenação ao espiritismo dos nossos dias. Os que praticavam a magia, ou que empregavam certas palavras chamadas mágicas com o fim de obter o auxilio dos espíritos para produzirem efeitos sobrenaturais nas criaturas, eram condenados. Nem sempre se distingue entre o agoureiro e o adivinhador, mas todas as suas práticas, juntamente com a astrologia, o horóscopo, o espiritismo a macumba, as sortes e as adivinhações são terminantemente proibidas na Palavra de Deus. 
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DAVI NÃO BUSCOU CONHECER

DAVI DISPÕE-SE A TRAZER A ARCA A JERUSALÉM:
ARCA=Objeto central do tabernáculo. A arca era simbolo da presença de Deus. Davi trouxe a arca a Jerusalém para restaurar o culto e desenvolver a vida religiosa do povo (Êx 25.10-16).
SIOR DO EGITO=O leito do riacho que assinalava a fronteira sudoeste da Palestina (Js 13.3). Provavelmente deve ser identificado com o Ribeiro do Egito (2 Rs 24.7).Sior no original de (Is 23.3) é o Nilo.
QUIRIATE-JEARIM=Onde ficava a arca, na casa de Abinadabe, durante quase um século, após sua captura pelos filisteus, na primeira batalha de Ebenézer e sua subseqüente devolução (1 Sm 7.1).
As instruções sobre o transporte da arca se encontram em (Êx 25.14; Nm 4.15; 7.9; 10.21). Davi não buscou conhecer e obedecê-las, e assim suas boas intenções e pias cerimônias não foram aceitas pelo Senhor. A obediência as ordens do Senhor é mais importantes que os ritos religiosos. Ele pode ver nossos corações e conhece nossas mentes, e não se deixa enganar pela aparência externa. Nossos corações precisam ser retos e obedientes para o nosso serviço ser aceitável (1 Sm 15.22). Uzá e Aió. filhos de Abinadabe (2 Sm 6.3).
UZÁ=Foi castigado por não obedecer as instruções para o transporte da arca. Sua morte frisou, a todas as gerações futuras, a necessidade de reverência e conformidade para com os objetos sagrados a Deus. A arca nunca deveria ter sido posta em um carro: nunca deveria ser tocada; haveria varas especiais para transportá-la (Êx 25.14).
OBEDE-EDOM=Levita da família de Coré, do clã de Coate ( 1 Cr 26.1-4), pelo que estava autorizado a cuidar da arca.
PORTEIROS 1 CR  9.26 AS CÂMARAS E OS TESOUROS=O oficio de Porteiro correspondia ao de um guardião de hoje em dia. O fato que havia sempre quatro porteiros significa que, provavelmente, havia quatro rodízios por dia, e desse modo, sempre havia um guarda em serviço, pelo dia e noite. Havia quatro mil porteiro (1 Cr 23.5), cujos deveres eram abrir e fechar todos os portões, agir como guardas contra os intrusos, ajudar e encorajar aos adoradores, impedir os imundos de entrarem nos recintos sagrados (2 Cr 23.19). Os porteiros foram escolhidos para zelar pela pureza e santidade do templo. Estavam encarregados dos vasos sagrados e das ofertas voluntárias (2 Cr 31.14). Homens nomeados para distribuírem o montante entre os membros da tribo sacerdotal, era sete, considerado por muitos como sendo o número da perfeição divina; compare-se a obra semelhante dos sete diáconos, distribuindo ofertas aos pobres. E habitavam nas câmaras ao redor do templo (1 Cr 9.27). Eram levitas e vinham das vilas levíticas cada sete dias para servirem por turnos (1 Cr 9.25). Seu oficio era honroso, como o dos cantores, abaixo dos sacerdotes e levitas (Ed 2.42; 1 Cr 15.18). Coré. O notório levita que se rebelou contra Moisés. Os levitas eram uma antiga tribo guerreira (Gn 49.5-7), que se tornou casta sacerdotal (Dt 33.9-10; Jz 17.9-13; 18.19). Destes, a linhagem de Zadoque (6.8; 2 Sm 8.17), produziu os principais sacerdotes, que permaneceram até o exílio. Outros levitas, não da privilegiada família sacerdotal, realizavam  deveres secundários no templo, como o canto. Davi teria instituído o culto musicado no templo, conforme existia nos dias do cronista, em caráter definitivo, mais ou menos como Moisés teria transmitido todas as leis do Deuteronômio. Nomes de famílias proeminentes entre os cantores, eram Hemã , Coré, Asafe, Etã; os desses grupos. ver os títulos dos Salmos (73-83; 88 e 89). O próprio autor de Crônicas talvez pertencesse a um desses grupos. para ser sacerdote, no templo do autor, era necessário ser descendentes de Arão; para ser sumo sacerdote era preciso descender de Zadoque. Parece que o nome completo do pai de Coré era Ebiasafe, Asafe não podia ser o famoso músico e salmista do mesmo nome, visto que este último era gersonita; enquanto que o clã de Coré e seus descendentes deviam guardar os portões do templo. Obede-Edom. Levita que recebeu a bênção de Deus por ter guardado a arca, após a morte de Uzá. Quanto a sua nomeação, quatro porteiros da arca: Berequias, Elcana, Obede-Edom e Jeias. Protegiam a abertura da arca, para que não fosse aberta. Nessa ocasião, parece que o Salmo (24) foi escrito e musicado. Nos lembra da entrada triunfal de Cristo em Jerusalém e pode ser comparada com sua recepção em nossos corações.
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